

O semanário Expresso da semana passada esmiuçou o iPad, publicando um trabalho da Economist. Paralelamente, recolheu declarações de figuras portuguesas com maior preponderância no ramo das tecnologias. Entre as mesmas incluía-se Nuno Crato, professor do ISEG. Recente utilizador do Kindle, acedeu a responder a questões colocadas pelo eBook Portugal. A falta de tempo e know how na área traduziu-se em curtas frases que, no entanto, foi compensada pela amabilidade na réplica.
É recente utilizador do Kindle. Usa-o como instrumento de trabalho, lazer ou um pouco dos dois?
Um pouco dos dois, mas ainda uso pouco.
Como leitor, quais as vantagens do livro digital vs livro impresso? E as desvantagens?
Vantagens: posso ter mais de mil livros no Kindle e posso descarregar quase instantaneamente uma obra que de repente me apeteça (desde que haja em formato Kindle). E ainda: posso procurar o texto, procurar ocorrências, tomar notas, etc.
Desvantagens: navegação com menos referências, não se percebe se se está a meio se no fim do livro e tem-se menos indicações visuais.
A leitura em formato digital desenvolve-se lá fora, mas em Portugal está por potenciar. O iPad poderá ser o elemento que falta para tornar mais popular o “gadget” e-reader?
Não faço ideia nenhuma.
Teme que o “prazer” do livro de papel possa morrer com o sentido de quantidade e posse que os leitores digitais propõem?
Não, o mesmo problema acontece com os livros em papel.
Fernando Pessoa escreveu “primeiro estranha-se, depois entranha-se” como suposta assinatura para a Coca-Cola. Qual seria a sua proposta para “lema” de um leitor digital?
“Não vais poder passar sem mim”.
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