OPINIÃO: O iPad e a pirataria de ebooks, por Ricardo Silva

O sucesso do iPad e das “tablets” concorrentes vai provocar um aumento significativo da pirataria de ebooks já a partir de 2010.

Depois da pirataria de software, música e filmes sangrar há anos a indústria informática e de entretenimento, a disseminação ilegal de ebooks vai agora começar a atormentar a indústria livreira a nível mundial mas poupando… jornais e revistas.

Porquê só agora?

Numa época (ainda) de recessão económica, em que a leitura, o cinema e os jogos sociais online actuam como um escape psicológico, o fácil acesso a uma oferta infindável de ebooks piratas “gratuitos” vai agora tornar-se muito mais atractivo.

Mas porquê só agora? Porque, ao fim de uma década de tentativas falhadas a indústria informática começou finalmente a vender aparelhos de 2ª geração (pós “e-ink”) que permitem o consumo confortável de livros digitais em qualquer local ou ocasião, com ecrãs a cores e sensíveis ao toque.

Quanto aos ebooks: best-sellers, romances de ficção, antologias, poesia, biografias, dicionários e guias culinários, tudo está agora à mercê dos piratas que disponibilizam e dos leitores que consomem.

As estatísticas do Google mostram um interesse crescente dos consumidores em obter ebooks.Em 2010 essa tendência poderá explodir, dependendo somente do sucesso das vendas de e-readers e do preço dos ebooks

O que mudou?

Até agora, os ebooks piratas não prejudicavam grandemente as vendas das edições em papel, e até eram benéficos (!) em muitas situações, pois serviam de “aperitivo” (teaser). Autores como Paulo Coelho até incentivaram a pirataria dos seus próprios livros!

Ora, o leitor imprimia ou lia no computador (ou num smartphone!) dois ou três capítulos do ebook e, quando gostava, sentia-se compelido a comprar a edição em papel. Pois aprende-se rapidamente que não compensa nem é prático gastar papel e tinta a imprimir um romance de 300 ou 400 páginas em folhas A4…

Isso tornou os ebooks pouco atractivos durante anos, não afectando as vendas em papel. Até agora.

O caso especial dos manuais escolares

Num nicho à parte, a disseminação de manuais escolares em versão “ebook pirata” vai ser mais peculiar e fragmentada, pois é condicionada pela localização/país do “consumidor”, pelo currículo escolar nacional, e pelo dinamismo das editoras.

Que é como quem diz: os manuais escolares oficiais mais populares e mais caros (que estiverem disponíveis) serão os primeiros alvos preferenciais do “circuito alternativo” de distribuição de ebooks.

No caso português, várias editoras já complementavam os manuais em papel com materiais educativo-lúdicos em CD/DVD. Esses materiais, incluindo versões em ebook dos manuais, eram muitas vezes ignorados (!) pelos alunos e encarregados de educação. Até agora.

A sedução das versões originais

Globalmente, o idioma dos “ebooks piratas” também vai influenciar a sua popularidade. Perante a inexistência de uma edição nacional de um determinado best-seller, alguns leitores mais fluentes poderão agora optar facilmente pela versão original, se ela estiver “disponível”.

Dada a qualidade discutível de determinadas traduções, isso até poderá constituir um aliciante inesperado.

Jornais, revistas e… a banda desenhada

Um pouco mais resguardadas do fenómeno da pirataria vão estar as editoras de jornais e revistas. Os seus produtos não têm tido grande circulação nos sites piratas e redes torrent/P2P, com excepção das revistas técnicas, “masculinas” e… da banda desenhada.

Aqui o caso muda de figura. É fácil prevêr um aumento exponencial na pirataria de “comics” americanos e “manga” japonesa. Os novos tablets são uma excelente plataforma para visualização deste tipo de publicações, devido à semelhança nas dimensões das tablets e da BD em papel. As primeiras aplicações para visualizar BD no iPad já estão a chamar a atenção.

A cereja em cima do bolo é que estamos perante um tipo muito específico de consumidor.
Há uma grande sobreposição entre o perfil do leitor-típico de BD e do comprador-típico deste tipo de gadgets…

Os standards e o malfadado DRM

É claro que as editoras de livros estão há meses a matutar no que fazer, para tentar evitar que o céu lhes caia na cabeça como aconteceu às editoras discográficas e cinematográficas.

Desde meados de 2009 que era consensual que iam surgir inúmeros modelos de tablets apetrechados com software para ler ebooks, e que o fenómeno da pirataria poderia “explodir”.

A popularidade/adesão à pirataria de ebooks vai agora ser determinada:

  • pelo preços das edições “legais”,
  • pelos formatos digitais dos ebooks (standards/abertos vs proprietários), e
  • pelas eventuais contra-medidas adoptadas (tecnologia anti-pirataria, ou DRM).

Como combater a pirataria

Os últimos anos mostraram que se um determinado produto estiver facilmente acessível e a um preço razoável, os consumidores preferem-no em vez de recorrerem às versões pirata.

Veja-se o caso iTunes, com interface amigável, multi-plataforma… e músicas avulsas a 99 cêntimos.

Se os ebooks das “livrarias” online forem vendidos a preços acessíveis e estiverem disponíveis em formatos standard/abertos (como ePub ou PDF) e sem “truques” DRM, essas serão as medidas mais eficazes para desincentivar a pirataria de ebooks.

Infelizmente, esta não parece ser a visão da indústria, que aumentou recentemente o modelo de preços dos ebooks vendidos online, numa altura em que a Apple tenta a todo o custo cativar potenciais compradores, levando o resto dos fabricantes a reboque.

Cá vamos nós outra vez… RIAA versão 2.0?

Este é um post convidado, da autoria de Ricardo Nuno Silva. Com 40 anos, já assistiu a muitas modas tecnológicas e a umas quantas revoluções digitais. Passou a última década a observar a influência da tecnologia na sociedade, com uma dose saudável de cepticismo.

Contactos: google.com/profiles/ricardo.nuno.silva

25 Responses to OPINIÃO: O iPad e a pirataria de ebooks, por Ricardo Silva

  1. O artigo parece-me ser muito interessante. Todavia, o parte final, sobre os modos de “combater a pirataria”, é puro “wishfull thinking”, algures entre a ingenuidade, o lugar comum mais popular e a mais pura ignorância: o DRM, de facto, não resolver o problema da pirataria (nem a dos livros, nem a da música, nem a dos filmes) mas é extremamente falacioso afirmar que “preços acessíveis” e “formatos abertos” desencorajam o recurso à ilegalidade. Experimente falar com um grupo de adolescentes e descubra quantos compram música, seja no iTunes, seja noutros serviços. As pessoas copiam porque é fácil e podem fazê-lo inpunemente. A solução passa por aplicar as leis relativas á propriedade intelectual.

  2. @Telmo: Muito obrigado pelos comentários.

    Tem razão ao referir que é difícil encontrar medidas verdadeiramente eficazes de combate à pirataria. O facto desta não ter diminuído significativamente nos últimos anos é prova disso.

    Combater a pirataria através das vias legais (daí a referência final aos processos judiciais da RIAA) tem também obtido resultados muito díspares, e muito circunscritos aos EUA.

    Penso que este é um problema que deve ser atacado usando várias estratégias complementares como as que ambos referimos. Parece-me que concordamos que não há uma solução fácil nem óbvia.
    A sensibilização cívica dos jovens também tem sido pouco eficaz, justamente pela razão que indica, e esse é talvez o problema “principal”.

    Enquanto existirem formas tecnicamente simples de piratear, a generalidade das pessoas vai continuar a fazê-lo.

  3. Pingback: ‘O iPad e a pirataria de ebooks’ | Bibliotecário de Babel

  4. Rikardo, thank you for your point of view, your article was very well uptodate… i´m one of the ‘ebooks pirate’ user, because i love to read, but i don´t have enough money to buy legal books!!!
    As you said, if the cost was lower, i might consider buy the legal one.

  5. Este artigo (polémico) descreve falhas na estratégia do combate legal à pirataria pela RIIA (Recording Industry Association of America) e MPAA (Motion Picture Association of America):

    The RIAA and MPAA Have Failed To Understand A Cultural Shift
    (Techi, 2010.04.15)

    Para combater a pirataria, estas duas organizações propuseram recentemente, por exemplo:

    – a instalação de “spyware” nos computadores dos consumidores, para vigiarem o consumo de media legal/ilegal
    (a relembrar o escândalo da Sony em 2005 com o uso de “rootkits” não autorizados para evitar CDs piratas!)

    – a regulação/monitorização da largura de banda (“throttling”) pelos fornecedores de acesso à internet (ISPs), para “controlar” o tráfego potencialmente pirata, i.e. das redes torrent/P2P

    Para combater a pirataria, Navneet Alang, o autor do artigo, sugere:

    – cobrar pela distribuição
    (seria uma taxa adicional em cima do preço actual do serviço de acesso à internet…)

    – popularizar os modelos de subscrição nos serviços online
    (ex: pagamento mensal pelo download de n MP3s, vídeos, ebooks, …)

    – cobrar antes por “produtos de valor acrescentado” como concertos ao vivo, merchandising, eventos privados “backstage”, etc.
    (mas oferecendo a música)

    Ainda sobre as razões do sucesso da pirataria, esta imagem do blog “The Next Web” ilustra uma delas…
    http://cdn.thenextweb.com/shareables/files/2010/02/piratedvd.jpg

  6. Este artigo está muito interessante, e embora as medidas anti-prataria possam funcionar ou não, dependendo da forma como são feitas, a verdade é que a mim não me vão ver pagar o mesmo por um ebook que pagaria por um livro impresso, que infelizmente é o que a maioria das editoras está a fazer neste momento (e quando não pedem mais pela versão digital). É que não há forma de explicar ao leitor o porque desse preço absurdo, por mais desculpas e (possivelmente) até razões que tenham para tal.
    Quanto ao que disse o Telmo Tobias, posso falar por experiência própria pois eu já li vários ebooks gratuitos e fui posteriormente comprar o livro, porque gostei do que li e quis valorizar o trabalho. Não é “wishful thinking” pensar que facilitar o acesso e os preços irá certamente fazer com que a pirataria diminua. Está certo que haverá sempre gente a piratear. Isso sempre houve. Mas a verdade é que com preços ridículos (como a maioria está a praticar) a pirataria aumentará exponencialmente.
    Simples causa-efeito.

    Já quanto à situação da RIAA and MPAA, sinceramente, fico estupefacta. Isso nem sequer é legal! Como é que podem propor algo assim? E isso só vai fazer com que as pessoas não comprem nada. Mas, noutra nota, o modo de subscrição, não me parece de todo despropositado, dependendo do valor e do volume de downloads poderia até ser uma excelente solução, que beneficiaria tanto editoras/autores como leitores.

  7. No Dia Mundial do Livro, a TSF publica uma interessante notícia sobre as crescentes preocupações do sector livreiro nacional…

    Porto Editora alerta para perigo da pirataria de livros na Internet (TSF, 2010.04.23)

  8. Pirataria??? Amigos, façam uma coisa( se tiverem tempo), somem, o preço de todos os programas que usam no vosso computador! E depois ficam a perceber porque é que ela existe… Muitos de nos se fossemos comprar o software, tínhamos de pedir à banca… Por amor de Deus, o que é feito do bocadinho de terra que Deus tinha estipulado para cada um de nos? Os músicos já perceberam que aquela história de gravar um álbum e depois ficar a viver dos rendimentos, é passado, os autores tem que viver da interacção com o publico, concertos workshops etc…O publico merece ter contacto directo com a cultura, ter acesso aquilo que é único … O livro o, cd, o quadro são cartões de convite para a festa, não podem nem devem ser encarados como o ” está feito”. Para mim, é lógico e nem se quer vejo este assunto de outra maneira, a pirataria , não é uma doença , é um organito celular que que faltava para mudar um mundo onde pessoas vazias escrevem livros onde se é político porque se espera espera um tacho e uma reforma milionária … A pirataria trouxe outra perspectiva abre a arte e sobre o valor da pessoa e da sua presença! As coisas são como são , e quanto mais cedo aceitarmos isto mais depressa passamos à acção !

  9. Um caso real recente do combate de um autor à pirataria:

    Pirate Mashups And Promoting eBook Rip-Offs (Self Publishing 2.0, 2010.04.19)

  10. Muito bom o artigo. Sou escritor e já tive uma experiência relacionada à pirataria de livros.
    Coloquei meus dois livros (INTELIGÊNCIA ALIMENTAR e A ENERGIA DO SILÊNCIO) disponíveis nos site ebook.com. Para se colocar livros lá, é necessário que se compre um software chamado “desktop-author”. É um programa meio complexo, mas dá um visual bem bonito ao e-book, pois as páginas parecem ser foleadas na tela do computador.
    Um belo dia, para minha surpresa, numa busca no “google” sobre o título “INTELIGÊNCIA ALIMENTAR”, deparei-me com uma página onde um “criminoso virtual” vendia este meu título com o tal programa (desktop-author) pelo preço de uma “doação” por qualquer valor que o leitor estivesse disposto a “doar” pela aquisição.
    Cometi o erro de ligar para o telefone que encontrei depois de uma pesquisa relacionada ao domínio registrado. O tal criminoso retirou o livro do ar, mas eu deveria ter feito uma queixa na polícia primeiro.
    Contactei a ebook.com e eles me disseram ser impossível a quebra do código do programa. Acho que eles precisam contratar um bom racker para saber do que eles são capazes…
    Apesar de tudo, continuo acreditando nos ebooks…Acho que nenhum autor pode se dar ao luxo de ficar sem a receita desta venda. Tanto é que disponibilizei meus livros na kindle store e na appstore (ambas com boas vendas, ao contrário da ebook.com). Tem uma frase que ouvi outro dia e que serve muito para os que, por medo de roubo de propriedade intelectual olham com certa que distância para esta nova realidade literária:

    “Para quem está tentando construir uma audiência, OBSCURIDADE É UMA AMEAÇA MAIOR DO QUE A PIRATARIA”.

  11. a pirataria (em Angola)tem afectado principalmente a industria da musica…

  12. Vcs falam de pirataria dos livros . sim e as editoras , que simplismente não então no novo seculo, mas sabem aproveitar de tudo que o estado lhes oferece, como a subtração do ipi , que elas não pagam , e era para dar um desconto nos livros e nunca o fizeram . um fundo para incentivo a cultura seria feito com este dinheiro e cade ele . Então quem é mais criminoso??????????????????????????????????????????????????????

  13. Solução simples e eficaz. Acabar com o acesso á Internet. Resolve o Problema. Para quem se preocupa com estes supostos problemas é a solução melhor. Se conseguirem é o melhor. (lololol)

  14. Eis a previsão de Adrian Hon (do jornal inglês Telegraph) sobre o aumento significativo da pirataria de ebooks. Já a seguir ao Natal…

    Your time is up, publishers. Book piracy is about to arrive on a massive scale
    (Telegraph, 13.10.2010)

  15. Alguns Aspectos:
    *A pirataria democratiza o conhecimento, desligando o aumento do conhecimento à capacidade económica do país ou da pessoa – nesta óptica sou claramente a favor da pirataria.
    *Por que há pirataria? Como referido no artigo, pq os preços são demasiado altos para o beneficio directo do bem: Um sistema operativo, um programa de tratamento de imagem, ou um filme tem preços de venda que são incomportáveis para a maior parte da população do globo. Consequência directa: a distribuição desses conteúdos/software de forma pirata, desenvolvendo-se mecanismos para anular as medidas de segurança tomadas pelos fabricantes/editores
    *Por ultimo, penso que a regra deveria ser simples: Se o produto serve para ganhar dinheiro, deve ser licenciado e para a respectiva licença, se for para experimentação, ensino, ou para satisfazer mera sede de conhecimento individual deveria ser “piratizavel”.
    desculpem mas tenho uns downloads a fazer e não me posso distrair senão ainda vão abaixo :)

  16. Uma entrevista controversa mas relevante com “The Real Caterpillar” (!), um “pirata” real de ebooks.
    O ponto de vista do “outro lado da barricada”:

    Confessions of a Book Pirate (The Millions, 2010.01.25)

    Alguns pontos de vista apresentados:

    – relativamente às “cópias digitais”, as perdas pela pirataria não são tão claras como quando se trata de roubo ou reprodução ilegal de livros em papel (pois a criação de um livro tem custos mas a reprodução de um ebook tem custo praticamente nulo)

    – o download de um ebook não quer dizer obrigatoriamente que o utilizador teria comprado o livro (logo a editora não pode considerar que “perdeu” uma venda)

    – o download de um ebook não quer dizer obrigatoriamente que o utilizador o vá ler (o mesmo se passa com um livro comprado, mas isso é menos provável devido ao dinheiro gasto)

    – a motivação para digitalizar livros em papel e partilhá-los online é, maioritariamente, para partilhar obras favoritas mas pouco divulgadas ou acessíveis

    O que o faria abandonar a pirataria de ebooks?

    – se os ebooks estiverem disponíveis em vários formatos
    – se não tiverem DRM
    – se tiverem preços acessíveis (e decrescendo à medida que aumentam as vendas)
    – se a maior parte do lucro for claramente entregue ao autor

    Apesar de tudo, a meio da conversa o entrevistado afirma que piratear um produto é moralmente “um roubo”.

    Vale a pena ler :-)

  17. Sobre a evolução actual da pirataria, com ênfase no Kindle:

    Kindle e-book piracy accelerates (CNET, 2011.02.18)
    http://reviews.cnet.com/8301-18438_7-20033437-82.html

    Alguns destaques:

    (…) What’s shocking, and what the publishers should be most concerned about, is the fact that a library of 2,500 e-books can be downloaded in a matter of hours. E-books are small files and 2,500 of them can be packed into a single download (Torrent) that’s only about 3.4GB. If you set the average price per book at a measly $2, the worth of said download would be $5,000. Bring it up to $4 a book and you’re at $10,000. (In fact, publishers charges much more for some of these books).

    (…) But what should also be alarming to publishers is that the number of people pirating books is growing along with the number of titles that are available for download. As I’ve written in the past, the rise of the iPad has spurred some of the pirating, but now the huge success of the Kindle is also leading to increased pirating.

    (…) True, it’s much harder to get someone to invest the time to read a book than to listen to an album, watch a movie, or play a game, so chances are piracy won’t hurt the book business as much as those industries. But on the flip side, as I said before, it’s also much quicker to download a huge collection of books or a number of New York Times bestsellers with a single click of a button.

    (…) How much will price play into all this? Well, you already have plenty of folks out there who think it’s outrageous for publishers to price an e-book at $12.99 or $14.99 when the hardcover is first released. And some of those folks may feel justified in downloading pirated versions of books in protest–or just because they say they don’t like getting ripped off. And while some pricing decisions by publishers are clearly bad, pricing may be a smaller part of the piracy equation than you might think. What a surprising number of people have told me is that they pirate stuff for the same reason that a lot of people like the Kindle: it’s all about instant gratification.
    As one friend put it, “You want something, you click a button, you get it.”

  18. A APEL a “acordar” (agora) para o aumento da pirataria de ebooks…

    Em vez de repensarem modelos de negócio, esquemas de preços e formas criativas de edição, distribuição e marketing dos livros/ebooks, seguem o caminho simples, fácil e… ineficaz: propõem sanções.

    Pirataria: Livros e edições digitais ameaçados – APEL (Diário Digital, 2011.03.01)
    O fenómeno da pirataria de livros e edições digitais “pode ganhar proporções um bocado devastadoras”, alerta a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), que hoje vai transmitir isto mesmo ao procurador geral da República.

  19. Foi recentemente divulgado um relatório sobre pirataria dos media (filmes, música, ebooks, software, jogos, …) nos mercados emergentes, que conclui que as principais causas são:
    – preços altos dos media
    – baixos salários
    – tecnologias digitais baratas
    – falta de competição do mercado local
    – pirataria é considerada prática rotineira pela população
    – educação antipirataria pouco eficiente
    – aplicação lenta de nova legislação restritiva
    – sanções ineficazes contra a pirataria

    O estudo abrange o Brasil, Índia, Rússia, África do Sul, México e Bolívia.

    Estudo: “Media Piracy in Emerging Economies” (SSRC, 06.03.2011)

    Artigos: Jornal Folha de São Paulo | Jornal Público.es

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  22. Luís Miguel Sequeira escreveu recentemente um pequeno ensaio onde aborda as causas da pirataria e o seu impacto em várias áreas profissionais.

    Alguns dos comentários mais acutilantes:

    “A conclusão óbvia de não estar disposto a pagar pelo trabalho de um artista significa não dar valor à arte. Se a arte não tem valor, porque é que haverão pessoas a quererem ser artistas?”

    “Está na altura de propôr modelos novos, mas só fazem sentido enquanto se garantir que há incentivos para continuar a fazer produção artística — e esses incentivos não são palmadinhas nas costas e Likes no Facebook, mas sim comida em cima da mesa dos artistas.”

    Vale a pena ler! :-)

    As consequências do Stallmanismo radical
    (“Um blog idiota do Luís Miguel Sequeira”, 2011.06.21)

  23. O combate à pirataria é fundamental e serve como incentivo ao artista para que ele dê continuidade a seu trabalho, pois ainda não surgiu o ser humano capaz de sobreviver apenas de seu talento, sem que tenha dinheiro para satisfazer suas necessidades… uma das melhores formas de combater a pirataria, em minha modesta opinião, é o apoio dos governos à produção artística e cultural em todos os sentidos, principalmente a redução de impostos, que refletir-se-á no consequente barateamento das obras no mercado consumidor… se os preços forem competitivos com os “produtos” piratas, certamente os consumidores darão preferência à obra original.

  24. Onde está o meu direito sobre os LIVROS que comprei, que podia muito bem converte-los para eBOOK e utilizar no meu iPAD em qualquer lado onde me encontre. Mas o egoismo do mercado dita que não, no ato da compra de um ipad ou do genero deveria vir um peq soft que nos permitisse utilizar os nossos scanners para passar-mos a nossa livralhada para eBOOKs com um ID no ficheiro do iPAD ou ePad para o qual o convertesse-mos e se pretendesse-mos mudar de epad teriamos que introduzir o nosso BI por exemplo. Ivitar-se-ia cópia piratas sempre que pretendesse-mos consultar algum ebook ter que saber o BI do autor da sua criação.
    Eu pessoalmente sinto-me lesado com o MERCADO. Comprei um iPAD, tenho muitos livros dos quais muitos ainda nao LI e poderia facilmente ativar e manter a minha leitura. No entanto o mercado quer é dinheiro não importa se o cidadao ja pagou por ou se de facto o livro vale o montante pelo qual pedem que ainda é outro caso.

    Lamento se feri a susceptibilidade de alguem ou do mercado. NÃO SOU PIRATA nem pretendo ser. Não tenho por habito atirar dinheiro par o lixo e neste momento sinto-me como se tivesse atirado 600€ para o lixo.

  25. Alguem conhece algum software para PC FREE, com relativa qualidade que converta os PDFs em Ficheiros FLASH ou outros e que lhe dê o aspeto de 3D tipo livro a folhear por exemplo.
    Pois sou da queles que considera que se compramos o HARDWARE esse deve permitir manusear objetos para o qual foi literalmente concebido para.
    E se o mercado considera pirataria deverá atuar sobre as firmas que os PRODUZEM ivitando estes de estar a VENDA para o consumidor.

    Pode mandar-me um email: rac66@aeiou.pt – Assunto: Convert PDFs em eBOOKs – Grato -

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