
“O desaparecimento do livro é uma obsessão de jornalistas, que me perguntam isso há 15 anos. Mesmo eu tendo escrito um artigo sobre o tema, continua o questionamento.
O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação.
Os eletrónicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos.
Afinal, ciência significa fazer novas experiências. Assim, quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de ler os antigos disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há mais de cinco séculos?
Umberto Eco in Caderno 2 do Estadão
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Acho essa discussão uma bobagem. Livros eletrônicos irão conviver pacificamente com os de papel, assim como se irmanaram o cinema e a televisão, a pintura e a fotografia.
Concordo e assino embaixo do que disse João Athayde.
Quando inventaram o jornal,disseram que as fofoqueiras iriam acabar.Não acabou. Quando inventaram o rádio, que os jornais acabariam; não acabaram.
E quando inventaram a TV, que o rádio acabaria… E por aí vai…
“(…)uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais (…).
Umberto Eco.
Abraços
SE CALHAR NÃO ENTENDERAM MUITO BEM O SENTIDO DO ARTIGO… O LIVRO ELECTRÓNICO NÃO É UMA INVENÇÃO ( COMO A IMPRENSA OU A TV) MAS É SIMPLESMENTE UM SUPORTE DIFERENTE. AQUILO QUE ECO DIZ É QUE O SUPORTE EM PAPEL NUNCA VAI DESAPARECER.