As cinco maiores editoras brasileiras uniram-se e para criar uma distribuidora de livros digitais.
À semelhança de “nuestros hermanos”, que têm na forja a Libranda, as maiores editoras de livros anunciaram a criação da Distribuidora de Livros Digitais (DLD).
A iniciativa da Editora Objetiva, o Grupo Editorial Record, a Editora Sextante, a Intrínseca e a Rocco, tem por objectivo impedir a pirataria de obras e permitir o acesso, em tempo real, a dados de facturação, estatísticas comerciais e liquidação de direitos autorais.
A projecto DLD distribuirá e-books em livrarias on-line e empresas de conteúdo digital.
Aguardemos para verificar se estas “alianças” são efectivamente benéficas para os leitores/consumidores.
Vejamos o que irão decidir, por exemplo, em termos de:
- protecção anti-pirataria (com vs sem DRM)
- formatos (abertos vs proprietários)
- preço de venda (inferior vs quase igual às edições impressas)
- processo de compra (fácil vs complicado/demorado)
- momento dos lançamentos (em simultâneo com as versões impressas ou “artificialmente” diferidos)
São factores como estes que vão ditar o sucesso destes esforços das editoras para se manterem “relevantes”, e evitarem que cada vez mais autores vendam as suas obras directamente via web, “libertando-se” dos “intermediários” tradicionais (editores, distribuidores, livrarias, …)
Clarificação:
Após ler o artigo no Portal de Imprensa, o comentário acima perde relevância, pois a nova Distribuidora de Livros Digitais (DLD) não vai, em princípio, tomar esse tipo de decisões.
Vai limitar-se a ser uma plataforma central “distribuidora” de ebooks, ficando as decisões críticas a cargo das livrarias online.
(…) A DLD atuará, apenas, na distribuição de e-books para livrarias on-line e empresas de conteúdo digital. (…)
sei que editora Universidade Falada , a maior do Brasil em audiobooks ( http://www.universidadefalada.com.br ) deve tambem disponibilizar alguns milhares de e-books em breve. assim falou seu diretor, ha 1 mes atras.