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	<title>eBook Portugal &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Entre o presente e futuro da leitura</description>
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		<title>Nova Delphi: Editaremos livros sempre em formato impresso e ebook</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 16:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ebooks]]></category>
		<category><![CDATA[nova deplhi]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2011/04/nova-delphi-editaremos-livros-sempre-em-formato-impresso-e-ebook/' addthis:title='Nova Delphi: Editaremos livros sempre em formato impresso e ebook '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A Nova Delphi, uma editora portuguesa relativamente jovem, edita livros em formato impresso e digital. A dedicação ao ebook, que se imprime na venda um ereader, faz parte do génese da empresa. Decidimos saber porquê através de uma pequena entrevista que teve por Célia Pessegueiro, a Diretora Editorial. A Nova Delphi edita os livros em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2011/04/nova-delphi-editaremos-livros-sempre-em-formato-impresso-e-ebook/' addthis:title='Nova Delphi: Editaremos livros sempre em formato impresso e ebook '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2011/04/nova-delphi.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2521" src="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2011/04/nova-delphi.jpg" alt="" width="281" height="69" /></a></p>
<p>A <a href="http://www.novadelphi.com/">Nova Delphi</a>, uma editora portuguesa relativamente jovem, edita livros em formato impresso e digital. A dedicação ao ebook, que se imprime na venda um ereader, faz parte do génese da empresa. Decidimos saber porquê através de uma pequena entrevista que teve por <strong>Célia Pessegueiro, </strong>a Diretora Editorial<strong>.</strong></p>
<p><strong>A Nova Delphi edita os livros em formato impresso e digital. Qual a representatividade de ambos nas vendas da editora?<br />
</strong>Naturalmente que as vendas dos livros em papel ainda são superiores mas quisemos avançar com ambos os formatos para permitir ao leitor o acesso também ao ebook caso pretendesse experimentar a leitura noutros suportes. Entendemos que ainda é residual a procura do ebook por ser também muito escassa a oferta. Acreditamos que, com o passar do tempo e com o aumento de utilizadores de novos suportes que permitem a leitura do ebook &#8211; para além do computador &#8211; haverá uma maior procura. A nossa recente campanha de oferta de um livro em formato digital provou que há interesse e curiosidade por formatos alternativos. Tivemos muitos downloads.<strong> </strong></p>
<p><strong>Além de ebooks vendem um leitor digital. É uma opção para motivar a leitura de ebooks?<br />
</strong>Sim. Antes de mais a nossa vocação são os livros, em papel e em formato digital, mas fazia falta ter disponível um dispositivo mais flexível do que aqueles existentes no mercado e que permitisse a leitura de ebooks em diferentes formatos digitais e com maior facilidade. Tivemos a oportunidade de testar vários equipamentos e o que permitia maior flexibilidade em termos de formatos e usabilidade era, no nosso entender, o Boox 60. Os ebook readers, como o Boox 60 que a <strong>Nova Delphi</strong> comercializa, são equipamentos eletrónicos indicados para a leitura pois são produzidos por forma a não emitirem luz ao contrário do computador ou dos tablets como o iPad.<strong></strong></p>
<p><strong>Disponibilizam em formato ePub. Há intenção de os alargarem a outros formatos como o  PDF?<br />
</strong>Chegamos a testar o PDF, entre outros, mas o ePub é o formato que, até ao momento, permite maior flexibilidade. Ao contrário do PDF, o ePub tem uma série de vantagens, por exemplo, ajusta-se facilmente ao monitor, independentemente do tamanho, é navegável através do índice, etc. Para quem não dispõe de um ebook reader, poderá fazer download gratuito do programa Adobe Digital Editions, da Adobe, que permite a leitura dos ebooks em ePub no computador.<strong></strong></p>
<p><strong>O ano de 2011 poderá ser o momento de crescimento de conteúdos para ereaders / tablets? Falta a “inspiração” e a venda massiva do iPad no mercado para esta expansão?<br />
</strong>O iPad parece ter dominado o mercado dos gadgets, mas vale a pena notar que existem diferenças substanciais entre o iPad e um ebook reader. Se por um lado um utilizador iPad procura um aparelho “todo-o-terreno”, o utilizador de um ebook reader procura algo especificamente para leitura, com características próprias, como uma autonomia superior e um ecrã de alto contraste. À <strong>Nova Delphi</strong> não cabe selecionar ou limitar o tipo de leitor, queremos que todos, independentemente do gadget que utilizem, tenham acesso à nossa biblioteca e disfrutem dos livros da forma que lhes for mais confortável. Relativamente ao crescimento dos conteúdos, é de notar que esta já é uma realidade noutros países, tais como os Estados Unidos e Brasil, em que muitas editoras já apostam na disponibilização de conteúdos em formatos alternativos ao papel, falamos por exemplo da Barnes &amp; Noble, Amazon e Bloomsbury. Muitas, inclusive, já afirmam ter um elevado crescimento na procura e venda deste novo formato.<strong></strong></p>
<p><strong>Que edições ebooks prevêem editar próximos meses?<br />
</strong>Todos os nossos livros, sem exceção, estarão sempre disponíveis em papel e em formato digital, disponíveis para download a partir do nosso site <a href="http://www.novadelphi.com/">www.novadelphi.com</a>. Todos os livros que publicamos até agora estão em ambos os formatos. Não pretendemos abandonar esta ideia que esteve presente desde o início deste projeto, pois temos verificado que, ainda que timidamente, tem havido uma mudança de comportamentos e cabe às Editoras estarem preparadas para as novas necessidades dos leitores.<strong></strong></p>
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		<title>António Granado: Com ou sem tablets, será a qualidade dos conteúdos a promover os media</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 18:35:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Granado]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro Tablets]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/11/antonio-granado-com-ou-sem-tablets-e-a-qualidade-que-diferencia-os-media/' addthis:title='António Granado: Com ou sem tablets, será a qualidade dos conteúdos a promover os media '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Ontem decorreu em Lisboa, o Encontro Tablets: Uma Nova Era de Comunicação. Às várias oratórias sobre conteúdos, jornalismo, multimédia e hardware assistiu um público misto de profissionais e interessados. António Granado acompanhiou o evento no seu Twitter pela hastag #tabletslx. O autor do Ponto Média, editor multimédia da RTP, Professor de Jornalismo na Universidade Nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/11/antonio-granado-com-ou-sem-tablets-e-a-qualidade-que-diferencia-os-media/' addthis:title='António Granado: Com ou sem tablets, será a qualidade dos conteúdos a promover os media '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Ontem decorreu em <strong>Lisboa, </strong>o <a href="http://ebookportugal.net/2010/11/expresso-realiza-encontro-tablets-uma-nova-era-de-comunicacao/" target="_blank">Encontro Tablets: Uma Nova Era de Comunicação</a>. Às várias oratórias sobre conteúdos, jornalismo, multimédia e hardware assistiu um público misto de profissionais e interessados. <a href="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2010/11/n606956755_166563_11021.jpg"><img class="size-full wp-image-1509 alignleft" style="margin: 5px;" title="António Granado" src="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2010/11/n606956755_166563_11021.jpg" alt="" width="100" height="100" /></a><strong></strong></p>
<p><strong>António Granado</strong> <a href="http://twitter.com/agranado">acompanhiou o evento no seu Twitter pela hastag #tabletslx</a>. O autor do <a href="http://ciberjornalismo.com/pontomedia/">Ponto Média</a>, editor multimédia da <strong>RTP</strong>, Professor de Jornalismo na <strong>Universidade Nova de Lisboa</strong> e uma daz vozes do programa <strong>Este Tempo</strong> da Antena 1, aceitou dar o seu testemunho sobre este especial “encontro” ao <a href="http://www.ebookportugal.net">eBookPortugal</a>.</p>
<p><strong>Quais foram os momentos inspiradores no “Encontro Tablets”?</strong></p>
<p>A apresentação do Juan Antonio Giner (Innovation Media Consulting) talvez tenha sido a mais inspiradora do encontro. E a frase que retive foi que &#8220;falta visão estratégica de longo prazo&#8221;, algo que os média não têm há muito tempo, porque estão demasiado preocupados com o futuro imediato e não vêem para além das contas do final do ano. Gostei também do vídeo onde Jay Rosen (Professor de jornalismo na NYU) aparecia a dizer que, em vez de modelos de negócio, os média se deveriam concentrar em produzir conteúdos de qualidade.</p>
<p><strong>Quais os outros que pecaram pela qualidade? Em que medida?</strong></p>
<p>Não gostei de ouvir que &#8220;a Web atacou os direitos de autor&#8221;. Essa é a atitude típica de quem ainda não entendeu o que é a Web, o que é a partilha de conteúdos e como tudo está a mudar à nossa volta. A Web ajudou, e muito, os autores, que agora têm um público global e não os seus vizinhos ou conhecidos. Continuar a falar de pirataria e tratar os utilizadores como criminosos não vai resolver nada e só vai prejudicar ainda mais o jornalismo tradicional.</p>
<p><strong>A audiência estava preparada para ouvir falar de uma mudança de paradigma? Dos media impressos aos digitais?</strong></p>
<p>Acho que a audiência estava preparada para ouvir o que ouviu e muito mais. Se não estava, tanto pior. A mudança de paradigma é um facto e o tempo não volta para trás. Achar que se vai ganhar milhões com as edições em iPad e que agora, milagrosamente, todos os nossos jornalistas (que nunca treinámos e a quem nunca demos formação adequada) vão estar prontos para fazer grandes trabalhos multimédia é um erro em que muitos responsáveis ainda caem. Felizmente, algumas das apresentações puseram o dedo na ferida e deixaram claro que a mudança demora muito tempo e que, como disse o João Wengorovius (CEO da BBDO), os média precisam de ter conteúdos abertos e participar na discussão.</p>
<p><strong>O ano de 2011 poderá ser o momento de crescimento de conteúdos para  ereaders / tablets? Falta a &#8220;inspiração&#8221; e venda massiva do iPad no mercado para esta expansão?</strong></p>
<p>Acho que 2011 pode ser o momento para o crescimento de conteúdos em todas as plataformas, mas a qualidade continuará a ser a chave para o sucesso dos produtos. Nada de novo, portanto. A qualidade é o que nos faz ler um jornal e não outro, o que nos faz ouvir uma rádio e não outra, o que nos faz ver um canal de televisão e não outro. Por que é que havia de ser diferente com a Web? Os leitores não se deixam enganar e não aceitarão conteúdos despejados de uma plataforma para outra, como se alguém pudesse viver de material reciclado. Investir nos novos meios e nas novas plataformas implica investir nos conteúdos e em quem os produz. Por outras palavras, contratar pessoas e não despedi-las, como se de repente o jornalismo pudesse viver sem fotojornalistas, sem especialistas em política internacional ou sem críticos de arte.</p>
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		<title>Ricardo F. Diogo: Digitalizar e perpetuar livros no Projecto Gutenberg</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 10:20:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Projecto Gutenberg]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/10/ricardo-diogo-digitalizar-e-perpetuar-livros-no-projecto-gutenberg/' addthis:title='Ricardo F. Diogo: Digitalizar e perpetuar livros no Projecto Gutenberg '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Retomamos a secção de entrevistas do ebookPortugal, com o Director de Produção para a Língua Portuguesa do Projecto Gutenberg, Ricardo F. Diogo. O Projecto Gutenberg é a iniciativa mais antiga de digitalização e partilha de livros. Desde 1971 foram já disponibilizadas mais de 33 mil obras em formato ebook, sendo 450 delas escritas em português. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/10/ricardo-diogo-digitalizar-e-perpetuar-livros-no-projecto-gutenberg/' addthis:title='Ricardo F. Diogo: Digitalizar e perpetuar livros no Projecto Gutenberg '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Retomamos a secção de entrevistas do <a href="http://www.ebookportugal.net/">ebookPortugal</a>, com o <strong>Director de Produção para a <a href="http://www.gutenberg.org/pt">Língua Portuguesa do Projecto Gutenberg</a></strong>, <a href="http://www.gutenberg.org/wiki/User:Ricdiogo">Ricardo F. Diogo</a>.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1313" title="Ricardo Diogo" src="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2010/10/Ricardo-Diogo.jpg" alt="" width="113" height="91" />O <a href="http://www.gutenberg.org/pt">Projecto Gutenberg</a> é a iniciativa mais antiga de digitalização e partilha de livros. Desde 1971 foram já disponibilizadas mais de <strong>33 mil obras em formato ebook</strong>, sendo <strong>450</strong> delas escritas em português. Um grupo “luso-falante” conduz um trabalho voluntário e minucioso que <strong>Ricardo F. Diogo</strong> nos dá a conhecer na seguinte entrevista.</p>
<p><strong>Há quantos anos existe a equipa portuguesa do Projecto Gutenberg (PG)?</strong><br />
Existem várias. Algumas são compostas por duas ou três pessoas. A mais organizada e estável remonta a 2004. É a equipa &#8220;Português&#8221; do sítio &#8220;Distributed Proofreaders&#8221;, em <a href="http://www.pgdp.net/">www.pgdp.net</a>.</p>
<p><strong>No total, quantos colaboradores são?</strong><br />
Em Setembro de 2010, tinha cerca de 300 voluntários e o dobro de participantes esporádicos. São sobretudo portugueses, brasileiros e dos PALOP. Também somos ajudados por alguns estrangeiros apaixonados por línguas que consideram &#8220;exóticas&#8221;, como o português. O blogue da Rita Farinha, em <a href="http://pagina-a-pagina.blogspot.com/">http://pagina-a-pagina.blogspot.com</a>, é um bom ponto de partida para quem quiser ajudar.</p>
<p><strong>Em que consiste o vosso trabalho?</strong><br />
Primeiro, encontrar um livro em papel. Depois, digitalizá-lo. (o Google Books, em <a href="http://books.google.pt/">http://books.google.pt</a>, e a Biblioteca Nacional Digital, em <a href="http://purl.pt/">http://purl.pt</a>, já digitalizam bastantes, por isso esta tarefa encontra-se, hoje, facilitada.) A seguir, usamos um programa de computador para reconhecer automaticamente as letras. Chegamos à fase dura: comparar o resultado do reconhecimento feito pelo computador com o original impresso, letra a letra. Este trabalho pode demorar vários meses. Feito isto, preparamos o texto final, usamos as convenções de formatação do PG (os itálicos passam para _itálicos_) e publicamos o livro electrónico.</p>
<p><strong>Quantos livros foram digitalizados em língua portuguesa?</strong><br />
Já estão disponíveis cerca de 450. E neste momento estão a ser trabalhados pelo menos 200.</p>
<p>Chegámos à altura em que se torna vital passar a uma nova fase: actualizar a ortografia dos ebooks já existentes. Apenas usamos edições muito antigas, por razões legais. Ora, em 1900 a ortografia era radicalmente diferente da actual. Reconheço que é entediante ler um livro tão arcaico. Ando desesperado à procura de voluntários que queiram abraçar esta nova tarefa de actualização. Se conhecer alguém, não se esqueça de falar em nós.</p>
<p><strong>Um autor que tenha um livro e que o queira “cedê-lo” ao PG, o que tem de fazer?</strong><br />
Se o livro já está editado em papel, basta enviar uma carta para o fundador do PG, Michael Hart, autorizando a sua distribuição. Os autores podem controlar o nível de permissões. Podem, por exemplo, autorizar o PG a distribuir os livros aos seus leitores, mas não a sites terceiros. [<a href="http://www.gutenberg.org/wiki/PT-PG_Como-Fazer_Enviar_a_Sua_Pr%C3%B3pria_Obra">http://www.gutenberg.org/wiki/PT-PG_Como-Fazer_Enviar_a_Sua_Pr%C3%B3pria_Obra</a>]</p>
<p><strong>Para um leitor, qual a vantagem de recorrer site do PG agora que existem várias lojas já com os seus conteúdos?</strong><br />
No PG são gratuitos. Temos uma filosofia aberta. Queremos que os nossos leitores descarreguem todos os nossos livros, os gravem, os partilhem, os difundam. Desde que respeitem os direitos de autor dos seus países. Julgamos que é a única forma de acautelar a perpetuidade das obras. Temos ebooks que nunca seriam vendidos pois não têm qualquer valor comercial. Mas quando vemos os nossos livros electrónicos em outras lojas, ficamos orgulhosos. Significa que a nossa missão está a ser atingida e que os nossos textos têm qualidade.</p>
<p><strong>O mercado de livros e leitores digitais está em crescimento nos EUA e noutros países ocidentais. Em Portugal permanece adormecido. O que falta para se abrirem &#8220;novos mundos ao mundo&#8221; da leitura no nosso país?</strong><br />
Falta compreender que os portugueses não são analfabetos. Basta andar num transporte público para perceber que o nosso país tem mercado. Há três anos tive de importar o meu leitor de livros electrónicos. Hoje, os centros comerciais de Lisboa vendem-no por metade do preço. As lojas de ebooks estão a dar os primeiros passos.<br />
Os livros digitais já aí estão. Basta seguir-lhes o cheiro.</p>
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		<title>Rui Zink em busca do e-leitor</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 13:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[anibaleitor]]></category>
		<category><![CDATA[kindle]]></category>
		<category><![CDATA[rui zink]]></category>
		<category><![CDATA[Sony Reader]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/rui-zink-em-busca-do-e-leitor/' addthis:title='Rui Zink em busca do e-leitor '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Rui Zink é um dos escritores mais despertos para a leitura digital. É o feliz proprietário de não um mas de dois destes e-readers (Sony Reader e Kindle). Há poucos dias, no programa Prova Oral da Antena 3, falava abertamente sobre as vantagens de se ter e ler um ebook à luz da “vida moderna”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/rui-zink-em-busca-do-e-leitor/' addthis:title='Rui Zink em busca do e-leitor '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><strong><img class="alignright" src="http://img96.imageshack.us/img96/7369/ruizink.jpg" alt="" width="225" height="169" />Rui Zink</strong> é um dos escritores mais despertos para a leitura digital. É o feliz proprietário de não um mas de dois destes e-readers (Sony Reader e <a href="http://www.ebookportugal.net/tags/kindle" target="_blank">Kindle</a>). Há poucos dias, no programa <a href="http://www.google.com/search?ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=navclient&amp;gfns=1&amp;q=prova+oral+rui+zink">Prova Oral da Antena 3</a>, falava abertamente sobre as vantagens de se ter e ler um ebook à luz da “vida moderna”.</p>
<p>O autor promove, actualmente, <a href="http://ruizink.com/2010/03/24/pub-institucional-2/">“O Anibaleitor”</a> (Caminho, 2010), um livro sobre a aventura da leitura. O eBookPortugal decidiu entrevistar <strong>Rui Zink</strong> a propósito das suas “aventuras” com os leitores digitais.</p>
<p><strong>O Rui Zink comprou e usa leitores Sony Reader e Kindle. O que lhe parece a experiência de ler livros digitais?</strong><br />
Não só boa como inevitável. Se uma pessoa quer ler – lê, tão simples como isso. E ainda a procissão vai no adro. Claro que não se compara ao papel, mas para quê comparar? A verdade é que, quando estamos muito em trânsito (novo emprego, nova casa, divórcio, etc) não é possível carregar uma biblioteca em papel! Além disso, um sistema onde as montras das livrarias são compradas (e, nalguns casos, o restante espaço) está doente. A distribuição está doente. Perante este estado da arte, suportes leves, que num clique recebem a novidade fresquinha, que levam dezenas ou centenas de livros, ganham vantagem.</p>
<p><strong>Tem alguma obra publicada em formato digital?</strong><br />
Nim. <em>Os Surfistas</em> foram publicados pelo portal Clix da Sonae em 2000, ou seja, na pré-história, mas depois não sei o que aconteceu. É pena: tendo feito o primeiro e-romance cá do burgo (e sem copiar modelos, ouviram, ó badamecos?), gostava muito de ter o livro disponível para quem, por simbólica quantia (digamos, um euro) o quisesse ler no formato original. Sugestão: falem com o Clix, que a mim não atendem.</p>
<p><strong>A adopção de leitores e livros digitais está num estado embrionário em Portugal. O iPad poderá ser o elemento que falta para tornar mais popular o “gadget” e-reader?</strong><br />
Acho que não. Ainda estamos na fase da luta entre o VHS e o Betamax. Parece mentira, mas em 1984 ainda não se sabia qual ia vingar. Foi o VHS. Para logo em seguida morrer, substituído pelo DVD, que lá tem resistido ao Blu-Ray. Daqui a cinco anos (estudantes, tomem nota) vai haver um suporte muito melhor, muito mais barato, quase dado (tipo telemóveis hoje), para ler e-livros.</p>
<p><strong>A mudança de modelo de produção de livros poderá ser tão repentina como aquela que abalou o sector musical nos últimos dez anos? Quais as suas consequências?</strong><br />
Um certo vazio na cobrança de direitos, desde logo. Esse é ainda hoje o problema da net: como sacar &#8220;o nosso&#8221;? E as livrarias vão ter de se re-modelar. Parte do grosso das vendas será por correio, sendo a livraria física apenas um stand simpático, com um par de mesas, copos, e net grátis nas mesas, e muitos, muitos livros maravilhosos mas que saíram há mais de 18 meses (velharias, portanto, segundo as Bertrands e afins). Um exemplo? A Trama, ou a Poesia Incompleta, ambas em Lisboa, e por acaso a nem mil metros uma da outra, são duas amostras notáveis de livraria com visão e algum do &#8220;amor à camisola&#8221; que, até há não muito tempo, o Mundo de Quem Gosta de Livros implicava.</p>
<p><strong>O português é uma das principais línguas faladas no mundo. Que papel terá a desempenhar na implementação do ereader/ebook?</strong><br />
Infelizmente o português tem sido mais passageiro que condutor. Acho que temos futuro, se entendermos que a nossa força é estarmos unidos. Saravá, <em>mêrmãos</em>.</p>
<p><strong>Fernando Pessoa escreveu “primeiro estranha-se, depois entranha-se” como suposta assinatura para a Coca-Cola. Qual seria a sua proposta para “lema” de um leitor digital?</strong><br />
Não deixe que tomem decisões por si. Seja um e-leitor. (Copyright, OK?)</p>
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		<title>Portugal e a edição de livros digitais, por José Afonso Furtado</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 10:15:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/portugal-e-a-edicao-de-livros-digitais-por-jose-afons-furtado/' addthis:title='Portugal e a edição de livros digitais, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Com a publicação da quinta questão/resposta, concluímos a entrevista a José Afonso Furtado sobre mercado editorial entre o papel e o livro digital. Desta vez, é pedido ao autor de “A Edição de Livros e a Gestão Estratégica” (Booktailors, 2009) que se foque no contexto nacional e verbalize sobre qual o presente da edição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/portugal-e-a-edicao-de-livros-digitais-por-jose-afons-furtado/' addthis:title='Portugal e a edição de livros digitais, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><strong></strong><img class="alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/_6ZjTz9H4-L8/SZsvZvvFg1I/AAAAAAAACXs/0LPdMAmIFbA/s320/furtado+foto+completa.jpg" alt="" width="81" height="120" />Com a publicação da quinta questão/resposta, concluímos a entrevista a <a href="http://www.twitter,com/jafurtado" target="_blank">José Afonso Furtado</a> sobre mercado editorial entre o papel e o livro digital.</p>
<p>Desta vez, é pedido ao autor de <a href="http://blogtailors.blogspot.com/2009/02/lancamento-booktailors-edicao-de-livros.html" target="_blank">“A Edição de Livros e a Gestão Estratégica” (Booktailors, 2009)</a> que se foque no contexto nacional e verbalize sobre qual o presente da edição de livros digitais.</p>
<p><strong><br />
Em países como os EUA, o ebook e o mercado livreiro são temas na ordem do dia. O que esperar deste assunto em Portugal e em 2010?</strong></p>
<p>Vamos por partes. Se tivermos em consideração o que antes disse sobre a imprecisão teminológica que campeia nesta área, diria que até pode ser um tema tratado com relativa frequência, mais como reacção a expectativas mediáticas do que como atitude pró-activa por parte dos <em>players</em>. O que em parte não é de estranhar, pois os segmentos onde a edição digital atingiu uma fase avançada de implantação são historicamente estranhos ao mercado português: STM e edição profissional. Se relacionarmos os custos de preparar e manter um fluxo de trabalho digital com a divisão por segmentos e com a dimensão dos operadores, verifica-se que os grupos Porto Editora e Leya se encontram em posição privilegiada, já pela sua prática de trabalho na área do livro escolar (onde a incorporação das novas tecnologias é significativa) e pela seu nível de facturação. Mas, sejamos realistas, em nenhum lado encontro no segmento <em>trade</em> (e muito menos entre nós) massa crítica para um mercado de ebooks. Por exemplo, em França, a edição electrónica representa 0,1% do mercado global. Saramago poderá ser editado na Kindle, o Centro Atlântico (que trabalha bem o seu nicho de actividade) fará o mesmo com a suas edições, mas isso em nada altera as condições para a criação de uma infra-estrutura no nosso mercado.</p>
<p>Ainda há não muito tempo, após ouvir responsáveis de várias casas editoras portuguesas, o <em>Correio da Manhã</em> apresentava uma peça que tinha como título «E-book ainda é miragem», e onde a atitude geral era de relativa «despreocupação» e de «esperar para ver». Não me espanta ,mas também não o creio completamente: há bem pouco, Paulo Teixeira Pinto, numa entrevista ao <em>Jornal de Negócios</em>, afirmava que tem em mãos uma plataforma tecnológica dedicada a conteúdos digitais que chegará aos PALOP e ao Brasil.</p>
<p>Mas essa atitude aparentemente generalizada de expectativa, podendo certamente significar que as editoras não estão preparadas para enfrentar os desafios do livro electrónico, representa uma espécie de anomia que causará a prazo os seus efeitos nefastos. Não se espera pelo futuro, prepara-se o futuro.</p>
<p>E, independentemente da identificação errónea da edição digital com a  distribuição electrónica de conteúdos através de um dispositivo tecnológico, o que está em causa é a criação de um <em>workflow</em> digital que, desde o início da rede de valor da edição, prepare as empresas para utilizar estratégias diversificadas de edição e comercialização: gestão do conteúdo e tecnologias de edição <em>cross-platform </em>e <em>cross channel</em>, <em>versioning</em>, diferenciação de preços, <em>bundling</em> e, sobretudo, assumir uma perspectiva de<strong> «</strong>Gestão de Conteúdos Digitais» (<em>Digital Content Management</em>).</p>
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		<title>Do papel ao digital, por José Afonso Furtado</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 13:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/do-papel-ao-digital-por-jose-afonso-furtado/' addthis:title='Do papel ao digital, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>O eBookPortugal volta a questionar José Afonso Furtado, sobre o “papel” dos livros no cenário “digital”. O autor de “A Edição de Livros e a Gestão Estratégica” (Booktailors, 2009), é um dos nomes portugueses de destaque na avaliação das mudanças de mercado. Dirige a Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992, exerce docência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/do-papel-ao-digital-por-jose-afonso-furtado/' addthis:title='Do papel ao digital, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><strong></strong><img class="alignright" style="margin: 5px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_6ZjTz9H4-L8/SZsvZvvFg1I/AAAAAAAACXs/0LPdMAmIFbA/s320/furtado+foto+completa.jpg" alt="" width="88" height="130" />O <a href="http://www.ebookportugal.net/" target="_blank">eBookPortugal</a> volta a questionar <strong>José Afonso Furtado</strong>, sobre o “papel” dos livros no cenário “digital”.</p>
<p>O autor de <a href="http://blogtailors.blogspot.com/2009/02/lancamento-booktailors-edicao-de-livros.html" target="_blank">“A Edição de Livros e a Gestão Estratégica”</a> (Booktailors, 2009), é um dos nomes portugueses de destaque na avaliação das mudanças de mercado. Dirige a Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992, exerce docência no curso de Pós-Graduação em Edição &#8211; Livros e Novos Suportes Digitais, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.</p>
<p><strong>O que acontecerá aos milhares de livros em papel, se o livro digital for aceite massivamente?</strong></p>
<p>Como se depreendeu, não é coisa de que esteja nada convencido. Mas para entrar nesse cenário algo fantasioso, diria que espero sinceramente que não suceda o que ocorreu (certamente em menor escala) em meados do século passado quando o frenesi da microfilmagem levou à alienação e destruição de milhões de livros e jornais das bibliotecas. Não que as empresas que estão neste momento a bater à porta das instituições e biliotecas, designadamente o «Gigante da Califórnia», não pareçam poder vir a cometer os mesmos erros com a digitalização das espécies bilbiográficas que os «especialistas» das microformas há 50 anos.</p>
<p>O livro impresso corresponde na realidade a uma particular tecnologia de produção, transmissão e conservação do texto. Esta tecnologia não deixa de influenciar o tipo de textualidade produzida, transmitida e conservada, ou seja, os textos produzidos no interior do «ambiente gutenberguiano» transportam a sua marca estrutural. E não reconhecer esse «selo» tecnológico equivaleria a aceitar a ideia de que a informação tem uma forma e integridade independente do sistema em que é produzida e consumida. O texto seria assim uma substância neutral, transferível independentemente da sua base material. O ponto fundamental é que as características do interface utilizado não são de nenhum modo «neutrais» e não deixam de influenciar quer a estrutura textual quer os modos de fruição do texto. Acresce que a questão do suporte é essencial para o estabelecimento do estatuto dos textos, pois é através deles que se identificam as modalidades concretas de presentificação dos textos: «em que assenta este ser de linguagem? Surge num écrã ou impresso em papel? Apresenta-se isoladamente ou em relação com outros signos? Em que contexto é lido?» como refere Bertrand Gervais.</p>
<p>Há não muito tempo, interrogado sobre a sobrevivência da biblioteca tal como a conhecemos, neste ambiente digital e aparentemente desmaterializado, Roger Chartier defendia que o processo de digitalização exige com ainda maior energia a manutenção da definição tradicional de biblioteca, porque com ela tocamos sempre num ponto fundamental, ou seja, como dizia Don McKenzie, as formas afectam o sentido. Ora, o grande perigo do processo de digitalização é deixar crer que um texto é o mesmo seja qual for a forma do seu suporte. Por mais fundamental que seja o acesso a textos sob forma digital, o que esta digitalização em massa reforça é o papel de conservação patrimonial das formas sucessivas que os textos tiveram para os seus sucessivos leitores. A tarefa de conservação, de catalogação e de consulta dos textos nas formas que foram as da sua circulação torna-se um imperativo absolutamente fundamental que reforça a dimensão patrimonial e de conservação das bibliotecas.</p>
<p>﻿</p>
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		<title>O futuro do livro é digital?, por José Afonso Furtado</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 09:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/o-futuro-do-livro-e-digital-por-jose-afonso/' addthis:title='O futuro do livro é digital?, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Retomamos a entrevista a José Afonso Furtado. O autor de “A Edição de Livros e a Gestão Estratégica” (Booktailors, 2009), foca-se hoje no desenvolvimento digital do mercado livreiro em comparação com a indústria cultural da música. Ao longo desta década o negócio da música “virou” para o digital. O mesmo poderá acontecer, nos próximos 10 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/o-futuro-do-livro-e-digital-por-jose-afonso/' addthis:title='O futuro do livro é digital?, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p>Retomamos a entrevista a <a href="http://twitter.com/jafurtado" target="_blank">José Afonso Furtado</a>. O autor de <a href="http://blogtailors.blogspot.com/2009/02/lancamento-booktailors-edicao-de-livros.html" target="_blank">“A Edição de Livros e a Gestão Estratégica”</a> (Booktailors, 2009), foca-se hoje no desenvolvimento digital do mercado livreiro em comparação com a indústria cultural da música.</p>
<p><strong>Ao longo desta década o negócio da música “virou” para o digital. O<br />
mesmo poderá acontecer, nos próximos 10 anos, no mercado do livro?</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/_6ZjTz9H4-L8/SZsvZvvFg1I/AAAAAAAACXs/0LPdMAmIFbA/s320/furtado+foto+completa.jpg" alt="" width="127" height="184" />De algum modo está tudo a virar para o digital, o que não significa necessariamente o desaparecimento de produtos de outra natureza mas mais uma complementaridade a prazo. O privilégio concedido à indústria da música como uma espécie de <em>benchmarking</em> para o mercado do livro é, pelo menos, discutível, e prende-se em grande medida com o receio dos editores em relação a situações com que esse mercado se deparou na passagem para o digital, em particular os mecanismos de P2P e da «pirataria» que o novo ambiente facilitaria. Ora, nem a indústria discográfica se desmaterializou a esse ponto (segundo dados da<strong> </strong><strong>IFPI &#8211; <em>International Federation of the Phonographic Industry</em> &#8211; só </strong>27% das receitas da indústria eram provenientes de canais digitais), nem é líquido que a comparação seja adequada.</p>
<p>Na verdade, as diferenças entre <ins datetime="2010-03-30T16:16" cite="mailto:pjleitao">o</ins><del datetime="2010-03-30T16:16" cite="mailto:pjleitao">a</del>s dois sectores são significativas. O livro, ao enfrentar a emergência das tecnologias digitais, transporta consigo uma herança sedimentada que vem, num sentido restrito, pelo menos desde o dealbar da era cristã, com a invenção do <em>codex</em>. Como refere Clifford Lynch, apenas com os textos digitais os livros se deparam, pela primeira vez, com questões que sempre foram familiares para os editores de música e de vídeo.</p>
<p>Ao contrário do texto impresso, a mediação através da tecnologia de «equipamentos de leitura» (<em>players</em>) é uma parte intrínseca da fruição dos registos musicais  e do vídeo, em que as actividades de audição, gravação e reprodução estão normalmente associadas. Neste campo, a mediação tecnológica vulgarizou a aceitação de expectativas bastante específicas por parte dos consumidores, pois sabe-se de antemão, por exemplo, que essas tecnologias virão a tornar-se obsoletas, não se garantindo a sua usabilidade num prazo ilimitado. Ora, a mediação tecnológica é basicamente estranha ao mundo do livro. O livro impresso sempre teve a vantagem de não exigir qualquer dispositivo técnico para ser lido, de ser imediatamente visível, folheável e consultável e de ser fácil de emprestar. Por outro lado, é um dos mais antigos <em>media</em>, certamente o <em>medium</em> mais antigo em termos de produção e comercialização em massa. O papel – pelo menos o papel bem feito – dura muito tempo. Estas propriedades estão estreitamente relacionadas com a função e estatuto únicos dos livros. A música gravada sempre foi mais frágil.</p>
<p>Os discos de 78 RPM dos nossos pais ou avós, são hoje só precariamente acessíveis, devido à contínua mudança de tecnologias, a menos que tenham sido reeditados na nova tecnologia por uma editora musical ou transferida para um <em>medium</em> mais moderno por alguém que possua uma cópia do registo original. Se é certo que um leitor de CDs audio, assim como um leitor de DVDs ou de mp3, custa poucas centenas de euros, a substituição uma colecção de LPs por CDs (ou destes por ficheiros mp3) ou de uma colecção de vídeo cassettes por DVDs, pode ter custos elevados, e isto no espaço de apenas uma ou duas décadas.</p>
<p>De todo o modo, a transição para ficheiros digitais não é um fenómeno que se afaste significativamente do conjunto de transformações por que a indústria musical tem passado na sua centena de anos. A passagem para um <em>workflow </em>digital já não é recente, o que acontecia era que o output final era (ainda é em grande medida) um objecto material, um CD. Acresce que a indústria fonográfica tem características específicas que, bem compreendidas, permitiram uma solução como a desenvolvida pela Apple com a sua loja iTunes e os seus dispositivos de leitura (não deixa de ser curioso que uma solução razoável tenha vindo de uma empresa estranha ao mundo da música…). Para isso bastou mudar a perspectiva, ou seja, deixar de se centrar no produto para se centrar no consumidor e em criar valor para ele. Mas o valor para o comprador de música na iTunes ou noutra loja semelhante não é o mesmo do que para o leitor na indústria da edição de livros. Vejamos apenas dois aspectos: salvo segmentos bem específicos (como, por exemplo, o da música clássica), a unidade final apresentada para venda dependia mais da tecnologia disponível do que a concepção unitária de uma obra (apesar da luta recente dos Pink Floyd), o que significa que nos encontramos perante produtos com elevado grau de granularidade o que permite vender faixas ou canções e não um conjunto coeso (um disco de 78, um LP, um CD). Por outro lado, com raras excepções (estou a pensar no valor conferido ao design das capas no vinil ou nos <em>booklets </em>que acompanhavam os suportes físicos de distribuição da música) o suporte ou o player «desparecem» quando se começa a ouvir música. Ora, seja impresso ou digital, nada disso acontece com um livro, o que significa que a equação físico/sensorial da audição de música é muito diferente da realidade da leitura.</p>
<p>Seja o que for que acontecer nos próximos dez anos no sector do livro (e considero que já dei pistas do que pensava na pergunta anterior) não terá muito a ver com o que se passou e passa na música, por muito que os observadores anseiem por um já quase mítico <em>tipping point</em>, que levaria a que os livros se transferissem sem mais e com a rapidez da indústria fonográfica para o tudo digital ou que um qualquer dispositivo tipo iPod viesse resolver as dificuldades da edição.</p>
<p>Como escreveu recentemente Mathew Ingram, «<em>everyone talks about the iTunes model and the iPod, but while those devices have been phenomenally successful for Apple itself, the music industry as a whole is still a complete mess. A single device, however powerful or magical, can’t change the entire cost structure of an industry. The publishing industry should spend more time thinking about how their business is changing fundamentally — regardless of what platform the content appears on — and less time thinking about how to make a Hail Mary pass to one specific platform</em>.»</p>
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		<title>ebook vs livro impresso, por José Afonso Furtado</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 10:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/ebook-vs-livro-impresso-por-jose-afonso-furtado/' addthis:title='ebook vs livro impresso, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Retomamos a entrevista a José Afonso Furtado sobre livros, leitores digitais e o mercado livreiro. Hoje, perguntamos ao autor A Edição de Livros e a Gestão Estratégica (Booktailors, 2009) quais os  pontos fracos e fortes dos dois formatos de leitura. Quais as vantagens do ebook vs livro impresso? E as desvantagens? De modo genérico, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/ebook-vs-livro-impresso-por-jose-afonso-furtado/' addthis:title='ebook vs livro impresso, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><img class="alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/_6ZjTz9H4-L8/SZsvZvvFg1I/AAAAAAAACXs/0LPdMAmIFbA/s320/furtado+foto+completa.jpg" alt="" width="63" height="92" />Retomamos a <a href="http://ebookportugal.net/2010/04/o-que-e-um-ebook-por-jose-afonso-furtado/" target="_blank">entrevista</a> a <strong>José Afonso Furtado </strong>sobre livros, leitores digitais e o mercado livreiro.</p>
<p>Hoje, perguntamos ao autor <a href="http://blogtailors.blogspot.com/2009/02/lancamento-booktailors-edicao-de-livros.html" target="_blank">A Edição de Livros e a Gestão Estratégica</a> (Booktailors, 2009) quais os  pontos fracos e fortes dos dois formatos de leitura.</p>
<p><strong>Quais as vantagens do ebook vs livro impresso? E as desvantagens?</strong></p>
<p>De modo genérico, as vantagens do ebook (no sentido mais alargado a que me referi na pergunta anterior), assentam, para o leitor (o que não coincide necessariamente com as vantagens para os outros agentes da fileira do livro), em tudo o que acrescente valor ao produto final, seja ele o equivalente digital de um livro «tradicional», sejam documentos ou bases de dados. Assim, aspectos como a facilidade de acesso; a possibilidade de actualização rápida, frequente e sem custos elevados dos conteúdos; a capacidade de disponibilizar grandes quantidades de material; as possibilidades de pesquisa no <em>corpus</em> e através de <em>corpora</em>; a intertextualidade e as características multimédia, podem constituir benefícios evidentes para o leitor.</p>
<p>Contudo, isso dependerá de uma relação entre tecnologias, mercados e tipos de conteúdo que é complexa e exige uma compreensão mais fina do sector da edição. Para tanto, é necessário compreender que uma análise consistente da indústria editorial passa por uma rigorosa segmentação do mercado. Uma análise global ou o privilégio muitas vezes conferido ao segmento da edição generalista leva a extrapolações erróneas e não permite apreender as tendências, os nichos, as diferenciadas velocidades, os desafios e as oportunidades que, num dado momento, caracterizam o conjunto do sector. Na realidade, a indústria da edição é um domínio enormemente complexo e variado. Existem muitos tipos de edição e diversos livros e mercados, não tendo sentido tratá-los como um todo, devendo assim desagregar-se a noção genérica de «indústria da edição de livros». Significa isto que haverá segmentos onde as vantagens dos conteúdos digitais serão inquestionáveis para o leitor (noção que deveria igualmente ser pluralizada), e outros onde o valor acrescentado é praticamente irrelevante. Isso justifica que nalguns deles se tenha verificado uma transição acelerada para o novo ambiente tecnológico, enquanto noutros o livro impresso se mantém relativamente tranquilo e o número de títulos publicados anualmente tem inclusivamente aumentado (o que não deixa, aliás, de constituir um outro problema…).</p>
<p>Mantendo a mesma atenção à segmentação do mercado, a passagem dos livros para o universo digital tem naturalmente consequências que podem ser consideradas como desvantagens face à cultura do «impresso». A psicologia cognitiva tem vindo recentemente a desenvolver pesquisas sobre a leitura digital, concentrando-se quer sobre os aspectos mais materiais do <em>medium</em> quer sobre o paralelo  hipertexto/leitura clássica. Dois pontos emergem desses trabalhos: por um lado, a leitura em ecrã experimenta ainda sérios limites de visibilidade e de legibilidade, podendo ocasionar défices de percepção; por outro, a compreensão do texto digital é, por agora, inferior à compreensão do texto impresso. Este segundo ponto relaciona-se com um aspecto em que Roger Chartier tem insistido, ou seja, o desvanecimento da percepção imediata da obra na sua unidade ou na sua totalidade, o que tem como consequência o primado concedido ao fragmento, ou seja, «ao extracto de uma sequência», e daí a percepção de todos os textos em forma digital «a partir do modelo do banco de dados» ou, pelo menos, «a dificuldade de uma percepção do que é a totalidade da obra de onde esses fragmentos são retirados». Assim, perante a força homogeneizante do dispositivo de recepção, é indispensável a capacidade de saber «qualificar» os textos enquanto produções culturais, sob pena de lidarmos com uma matéria informacional indistinta, leitura qualificante que é mais exigente para o leitor do que a leitura tradicional. De facto, o texto digital gera os seus modelos que nem sempre são perceptíveis para o internauta, pois  qualquer <em>site</em> releva simultaneamente de vários «géneros» diferentes sem que esses «géneros» coincidam necessariamente, aliás, uma vez transportados para o espaço do ecrã, com os do universo de onde provêm.</p>
<p>Mas há outros aspectos de âmbito mais geral que não podemos descurar: a variedade de formatos, a ausência de interoperabilidade, a dependência de plataformas e softwares proprietários, o controlo por vezes intrusivo e abusivo dos mecanismos de gestão da propriedade intelectual &#8211; que tem levado à progressiva perda (em prejuízo dos consumidores) de uma tradição de equilíbrio na legislação sobre propriedade intelectual entre a protecção dos autores, dos detentores do <em>copyright</em> e de certos direitos públicos de uso e acesso aos conteúdos, como ao “<em>fair use&#8221; </em>ou a doutrina da “<em>first sale</em>” &#8211;  e o aparecimento de novos modelos de negócio que se baseiam progressivamente em licenças e não no tradicional quadro de compra e venda típicos da história do livro.</p>
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		<title>O que é um ebook?, por José Afonso Furtado</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 11:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[booktailors]]></category>
		<category><![CDATA[ebook]]></category>
		<category><![CDATA[ereader]]></category>
		<category><![CDATA[josé antónio furtado]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/o-que-e-um-ebook-por-jose-afonso-furtado/' addthis:title='O que é um ebook?, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Para analisar a relação entre o mercado editorial e os novos formatos de leitura, realizámos uma entrevista a José Afonso Furtado, autor de A Edição de Livros e a Gestão Estratégica (Booktailors, 2009). É director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992. Exerce docência no curso de Pós-Graduação em Edição &#8211; Livros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/04/o-que-e-um-ebook-por-jose-afonso-furtado/' addthis:title='O que é um ebook?, por José Afonso Furtado '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><img class="alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/_6ZjTz9H4-L8/SZsvZvvFg1I/AAAAAAAACXs/0LPdMAmIFbA/s320/furtado+foto+completa.jpg" alt="" width="118" height="177" />Para analisar a relação entre o mercado editorial e os novos formatos de leitura, realizámos uma entrevista a <a href="http://twitter.com/jafurtado" target="_blank">José Afonso Furtado</a>, autor de <a href="http://blogtailors.blogspot.com/2009/02/lancamento-booktailors-edicao-de-livros.html" target="_blank">A Edição de Livros e a Gestão Estratégica</a> (Booktailors, 2009).</p>
<p>É director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1992. Exerce docência no curso de Pós-Graduação em Edição &#8211; Livros e Novos Suportes Digitais, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.</p>
<p>Como a entrevista de curta se fez grande, sobretudo nas respostas de qualidade, optámos por fraccionar a sua edição em vários “fascículos”. Hoje começamos com uma pergunta simples… e complexa.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O que é um ebook?</strong></p>
<p>Esta questão, que aparentemente teria uma resposta clara, é contudo desde a vulgarização dos ebooks uma fonte de significativas perturbações semânticas, por um lado, e um lugar de confronto entre dois <em>clusters</em> conceptuais em relação às “publicações” digitais, por outro.</p>
<p>Em relação ao <strong>primeiro ponto</strong>, o termo ebook tem sido usado, pelo menos de três formas diversas: um livro codificado em formato electrónico; o formato electrónico em que o texto é convertido ou criado; e o dispositivo de leitura dos textos digitais ou digitlizados. Mais ainda, pode abranger publicações electrónicas legíveis <em>offline</em>, <em>online </em>ou <em>híbridas.</em> Por fim, nem o termo ebook está consolidado, sendo vulgar a utilização de termos como <em>digital book</em>, publicação digital ou electrónica, texto digital, texto de rede…, ou, do lado do <em>hardware</em>, ereader, <em>hand-held electronic device</em>, a título de exemplo.</p>
<p>O <strong>segundo ponto</strong> refere-se a uma outra discussão entre dois pólos: um deles, insere o ebook na herança de cinco séculos de «cultura do livro», entendendo-o assim mais como evolução do que como rotura radical, prolongando as diversas dimensões do texto ligado ao suporte papel, a partir das quais opera diversas transformações, certamente que sob formas novas e inesperadas. A esta perspectiva, que valoriza as representações derivadas ou secundárias de livros impressos e publicados ou de textos pensados no paradigma da edição impressa («versões electrónicas»), tem-se oposto uma outra, que defende a publicação de obras pensadas e concebidas para se moverem em suportes digitais desde o seu início, que exploram as capacidades específicas do universo digital, ligados à vulgarização de ambientes hipertextuais  e que questionam  algumas das noções tradicionalmente atribuíveis aos textos da cultura do impresso.</p>
<p>Face a esta situação (que é ainda mais complexa mas cujo aprofundamento não se justifica aqui), julgo que o mais sensato será utliizar por agora os conceitos que integram o único standard existente, o &#8220;EPUB&#8221; (diminutivo de  <em>electronic publication</em>), elaborado e adoptado oficialmente pelo «International Digital Publishing Forum» (IDPF). Não afastando o termo ebook, confere contudo alguma primazia à noção de publicação, o que tem a vantagem de poder integrar qualquer tipo de conteúdo que esteja num processo de transferência da forma impressa para suporte digital, como documentos, publicações em série e as bases de dados textuais.</p>
<p>O que no âmbito da questão interessa relevar é que a especificação define os seguintes termos que nos ajudam a compreender os elementos necessariamente presentes num ebook ou numa publicação electrónica:</p>
<ul>
<li>a <em>OPS Publication</em> é uma colecção de <em>OPS Content Documents </em>(um ficheiro <em>OPS </em>e outros)<em> </em>usualmente de vários tipos de <em>media</em>, incluindo texto estruturado e gráficos, e que constitui uma unidade coesa para publicação.</li>
</ul>
<p>o <em>Sistema de Leitura</em> (<em>Reading System)</em> é uma combinação de <em>hardware</em> e/ou <em>software</em> e que aceita <em>Publicações OPS </em>e as torna disponíveis para os leitores. Podem encontrar-se uma grande variedade de soluções na arquitectura dos <em>Reading Systems</em>: podem ser implementados integralmente num só dispositivo  ou separadamente em vários computadores; e podem incluir funções adicionais de processamento como compressão, indexação, encriptação, gestão de direitos e distribuição.</p>
<ul>
<li>O <em>Dispositivo de Leitura</em> <em>Reading Device</em> é a plataforma física (<em>hardware</em>) em que as publicações são  disponibilizadas. Um <em>Dispositivo de Leitura </em>pode conter ou não todo o <em>Sistema de Leitura.</em></li>
<li>O <em>Leitor</em> (<em>Reader</em>), que na <em>OPS Specification</em> significa sempre uma pessoa. Contudo, noutras terminologias  <em>Reader</em> pode ser usado em sentidos próximos dos de <em>Reading Device  e Reading System</em>.<em> </em></li>
</ul>
<p><strong>Em suma</strong>, e de um modo mais abreviado, poderá dizer-se que um ebook consiste num conjunto que agrega um texto electrónico codificado e publicado sob forma digital passível de ser descodificado através de um programa de leitura para livros electrónicos; que deve poder ser adquirido seja através da Internet seja num suporte digital autónomo e que deve poder ser lido independentemente da conexão à Internet; e que necessita de ser integrável num dispositivo de leitura adequado para se tornar legível para um leitor. Todos estes elementos devem ser considerados em simultâneo de modo a constituírem uma unidade de publicação coesa.﻿</p>
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		<title>José Vegar: Crónica de uma ruptura anunciada</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 11:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[esfera dos livros]]></category>
		<category><![CDATA[josé vegar]]></category>
		<category><![CDATA[leitor]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/02/jose-vegar-cronica-de-uma-ruptura-anunciada/' addthis:title='José Vegar: Crónica de uma ruptura anunciada '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A pouco e pouco, o desenvolvimento de modelo de negócio dos livros digitais começa a ser discutido em Portugal. Bem recentemente, José Vegar, jornalista e investigador, discorreu sobre as ameaças que uma economia livreira baseada no digital pode criar aos escritores. O eBookPortugal foi ao seu encontro do autor de Serviços Secretos Portugueses. A mudança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://ebookportugal.net/2010/02/jose-vegar-cronica-de-uma-ruptura-anunciada/' addthis:title='José Vegar: Crónica de uma ruptura anunciada '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p><a href="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2010/02/small_homejose_vegar1.jpg"><img class="size-full wp-image-480 alignright" style="margin: 5px;" title="José Vegar" src="http://ebookportugal.net/wp-content/uploads/2010/02/small_homejose_vegar1.jpg" alt="" width="50" height="75" /></a>A pouco e pouco, o desenvolvimento de modelo de negócio dos livros digitais começa a ser discutido em <strong>Portugal</strong>. Bem recentemente, <a href="http://josevegar.blogspot.com/" target="_blank">José Vegar</a>, jornalista e investigador, <a href="http://ebookportugal.net/2010/02/jose-vegar-com-o-digital-o-mercado-ditara-o-texto/?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter" target="_blank">discorreu</a> sobre as ameaças que uma economia livreira baseada no digital pode criar aos escritores. O<strong> eBookPortugal </strong>foi ao seu encontro do autor de <a href="http://www.esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=%2046" target="_blank"><em>Serviços Secretos Portugueses</em></a>.</p>
<p><strong>A mudança de modelo de produção de livros poderá ser tão repentina como aquela que abalou o sector musical nos últimos 10 anos? Quais as suas consequências?</strong></p>
<p>Poderá, efectivamente, se as editoras, a começar pelas globais, aderirem ou forem obrigadas a aderir ao livro como objecto digital.</p>
<p><strong>A adopção de leitores e livros digitais está num estado embrionário em Portugal. O iPad poderá ser o elemento que falta para tornar mais popular o “gadget” e-reader?</strong></p>
<p>A Apple tem uma enorme força de sedução e poderá realmente ser a unidade de ataque a provocar a ruptura.</p>
<p><strong>O gratuito, uma imagem mais trabalhada, a informação sucinta marca a informação dos media nos dias em que vivemos. Os conteúdos digitais podem massificar este estado de coisas e marginalizar a qualidade?</strong></p>
<p>Creio que o digital permite inúmeras possibilidades. Estou a pensar, por exemplo, no sector do livro académico, escolar e técnico onde o pdf é já dominante. Outra hipótese será a edição sucinta de objectos literários a partir da fonte de papel.</p>
<p><strong>O português é uma das principais línguas faladas no mundo. Que papel terá a desempenhar na implementação do ereader/ebook?</strong></p>
<p>Especialmente devido às dificuldades logísticas nos PALOPS, um papel muito grande. Mas não vejo as editoras a trabalhar nesse sentido.</p>
<p><strong>O que acontecerá às centenas de anos de História de  livros em papel, se o livro digital for aceite massivamente?</strong></p>
<p>É uma boa pergunta.</p>
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